Noite feliz
Pra quem ama de verdade, não importa a época do ano...
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Eu particularmente não gosto de natal, não pelo significado da data em si, mas pelo modo OBRIGATÓRIO que as pessoas se dedicam a ser felizes, a se presentear e até a falar que se amam mesmo sem demonstrar esse mesmo amor no restante do ano
E mergulhada neste sentimento eu estava em meu apartamento,toda largada num short de algodão azul marinho colado, que aliás é a peça que mais uso em casa rsrsr, e também numa calcinha branca rendada com um laçinho fofo no cós e sem sutiã, apenas com uma blusinha preta cavada... deitada no sofá com minha cabeça numa almofada, toda arreganhada, com uma perna abaixada e apoiada no chão e com a outra levantada no encosto do sofá... eu tava com um fone de ouvidos escutando minhas músicas preferidas e diante a TV ligada num filme de canal fechado, destes que repetem sem parar... assim eu estava naquela manhã do dia 24 de Dezembro... esperando passar o tempo... pois graças a falta de humanidade de pessoas que não entendem o que é o amor, eu estava longe da minha noiva naquele momento... afinal, ela havia ido no dia anterior para a casa da tia dela... que nessa época do ano hospeda a todos os seus parentes diante uma farta ceia, aonde eles celebram a união de todos que ELES AMAM E QUEREM POR PERTO, ou seja, A SI MESMOS... E seu Pai, o principal motivador de nós não estarmos juntas neste dia, também estava lá, provavelmente posando de “poderoso chefão”, aprovando e desaprovando as opiniões de todos ali presentes e principalmente feliz por ver a sua filha querida, a minha Nanda, sob o olhar castrador dele... como se ela fosse propriedade dele... Só que pra mim não importava a mínima estar com ela nessa época do ano... pois na verdade pra mim é motivador estar com ela todos os dias de minha vida... afinal, ao lado dela todo dia é um dia especial pra mim... todo dia é importante, todo dia é feriado, todo dia é sagrado... todo dia é um motivo de festa em meu coração
Mas como o amor sempre fala mais alto... desde o momento em que ela chegou na casa da tia dela, naquela véspera de natal, ela deu um jeito de se afastar de todos os parentes, se reservar num cantinho qualquer, e ligar pra mim... assim nos falamos muito durante todo dia, coisas tipo:
“Oi, amor, tudo bem contigo??”
Eu:
“Tô aqui... te amando a distância rsrsrs...”
Ela:
“ÔÔÔhhh meu amorzinhooo... fala assim não vai!!”
Eu:
“Lembra a primeira vez que eu falei que eu te amava?? Lembra do que eu te falei??”
Ela:
“Ah, amor... eu lembro de tanta coisa que tu me falou naquele dia... mas... do que é que tu tá se referindo, afinal??”
Eu:
“Eu falei pra ti naquele dia... que a vida não ia ser nada fácil pra nós duas?? Tu tá lembrada né??”
Ela:
“Lembro... lembro sim... mas... mas eu só não pensava que ia ser tão dolorido...” (ela começou a chorar muito)
Eu:
“Nanda?? Para de chorar agora mesmo, menina!! Isso não adianta porra nenhuma... para vai!!”
Ela:
“Eu te quero do meu ladooo... aiii minha fofuxa, porque eles não podem querer a gente juntas?? Porquê meu deus , porquê??” ( e o choro dela aumentava)
Eu:
“Fernandaaaa... para de chorar, por favor... eu tô aquiii... eu te amo, meu anjo... eu sou tua... eu vou reverter essa situação... relaxa, confia em mim... mas chorar não adianta nada... para vai, enxuga esse rosto e vai pra perto da tua mãe vai!!”
Ela:
“A falsa da minha Tia perguntou por ti, sabia?? Aiii Nanda, eu quase voei na cara dela... falsa, falsa...”
Eu:
“Diz pra ela eu mandei um beijo rsrsrsrsrs!!”
Ela:
“Paaara amor srsrsrsr é sério... eu tô sentindo raiva e tu fica de palhaçada aí é??”
Eu:
“Não perca seu tempo sentindo raiva, rancor,mágoa... pois nada disso tem haver com as qualidades maravilhosas que eu aprendi a ver nesse seu coraçãozinho lindo, meu anjo... você é uma pessoa boa, Nanda... seja aí do mesmo jeito que você é comigo aqui... feliz... não te preocupa... eu estarei sempre do teu lado... acredite!!”
Ela:
“Eu queria ser assim do teu jeito, sabia??”
Eu:
“Se tu fosse que nem eu, tu perderia a chance de ser a mulher perfeita da minha vida!!”
Ela:
“Aiii... eu amo quando tu fala essas coisas lindas pra mim, sabia?? Te amo, te amo, te amo... te amo muito e pra sempre minha fofuxa!!”
Eu:
“Tem muita gente aí??”
Ela:
“Nossa... tem gente que nem da família é, mas foi convidada... até amigos do trabalho do meu Pai... meus primos e primas tudo trouxeram os namorados e namoradinhas... só a “anormal“ aqui foi proibida de trazer quem eu queria... fazer o que, né??”
Eu:
“Finge que eu tô aí do teu lado rsrssr!!”
Ela:
“Isso é o que eu mais faço quando tô longe de ti, minha linda... AAHH, me diz aí... tá escrevendo alguma coisa pra postar lá?? Eu não canso de ler aquele teu último... amei... choro sempre rsrsrs!!”
Eu:
“Tô sem assunto... mas bem que eu tô com vontade de digitar o que eu tô sentindo agora......Ei Fernanda, depois do almoço dá uma fugidinha e vem aqui, tá??... tô subindo pelas paredes, fofa rsrsrs!!”
Ela, brincando e sendo irônica:
“Ok, safada rsrsrs... Amor, vou desligar... meu Pai tá me chamando aqui... tchau, até depois, lindona!! Ah.. eu vou falar pra ele que tu mandou um beijinho pra ele, tá ?? rsrsrsrsrs...”
Eu:
“Tá bom... aproveita e junto com o beijinho diz que eu mandei ele e ir tomar no cu, tá bom??”
Ela:
“KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.... maluca.... te amo, até mais!! Beijo beijo beijo”
Bom... assim, depois dessa preciosa ligação eu fui pra cozinha... coloquei meu almoço num prato e retornei pro sofá... e ali fiquei... eu, meu almoço, a falta de apetite e a minha saudade de sempre almoçar nos intervalos do meu expediente de trabalho ao lado da minha mulher... contudo eu comi tudo o que tinha no prato... até porque o que eu havia comido tinha sido feito por mim na manhã daquele mesmo dia e auxiliada por ela... a distancia... pelo telefone... afinal, a Nanda além de ter mãos maravilhosas na cama, estas mesmas mãos suas são muito criativas na cozinha... Depois do almoço fiquei na cama... tirei um cochilo de alguns minutos e fui acordada pelo meu celular... era ela:
“Tô chegando aí... tô na estrada já, beijo beijo beijo!!”
Eu rapidamente me levantei da cama, tirei minha roupa e coloquei um vestido solto... sem nada por baixo... peguei as chaves do carro e coloquei no bolso do vestido, saí, desci pelo elevador rumo ao estacionamento e fiquei lá...esperando o carro dela entrar ali... minutos depois ela ligou:
“Cheguei!! Tô aqui na portaria, amor!!Tô entrando!!”
E minutos depois eu a vi chegando em seu carro e estacionando logo na minha frente... ao sair ela abriu um de seus lindos sorrisos pra mim, bateu a porta, deu uma corridinha até aonde eu estava parada e me abraçou forte, aonde ela me suspendeu do chão e giramos juntas... em seguida nos beijamos gostoso... depois passamos alguns minutos nos olhando nos olhos e acariciando nossos cabelos aos lados de nossas orelhas... ela mordia os lábios enquanto ria emocionada pra mim, então suspendemos nossas mãos na altura de nossos ombros e entrelaçamos nossos dedos, apertando nossas mãos dadas... aí encostamos nossas testas e sussurramos uma pra outra:
“Eu senti tanta falta de te tocar assim... de sentir teu cheiro, sentir tua pele, te olhar nos olhos... Porque a gente tem que passar por isso, Miii??... me explica?? Porque a gente não pode se gostar em paz?? Nosso amor é tão lindooo... me explica!! ( logo veio um forte choro)
Eu, emocionada e tentando dar uma de mulher forte e protetora, me pus a acalmar ela com minhas mãos dos lados de seu rosto, e falei algo como:
“Olha pra mim... eu juro por mim e pelo nosso amor, meu anjo... ninguém vai separar a gente... a gente veio pra merda desse mundo pra se encontrar e viver juntas... até o fim... ninguém tem o direito de acabar esse amor... eu não deixo, eu não deixo... eu jamais vou deixar... enquanto eu tiver tua imagem no meu pensamento eu terei forças pra lutar por ti...” (embarguei a voz em alguns momentos, mas eu não chorei, apesar dos meus olhos estarem marejados por ver o rostinho lindo da minha mulher chorando)
Peguei ela pelas mãos e a puxei para entre uns carros... aonde trocamos mais beijos... e eu a empurrava de costas rumo a um dos carros atrás dela... ela gemia diante a força de meus lábios apertando os dela com muita pressão... então peguei a sua mão e coloquei entre as minhas pernas, por baixo de meu vestido... e ela, dando um pegada deliciosa na minha xoxota:
“Safada, tá sem calcinha??”
Eu:
“Cala a boca e me come... agoraaarrhh... vem, vem... me come!!”
Ela:
“Calma, amor, vamo subir que eu te como bem gostoso, vamo!!”
Eu:
“Espera... não... eu quero aqui.. .vem, entra!!” (eu, abrindo a porta traseira de um daqueles carros estacionados ali , na verdade um Pálio Preto)
Ela:
“Miii, sua maluca... sai daí, menina, se o dono pega tamo fudida, sai daí doida!!”
Eu então peguei ela pela mão e puxei pra dentro daquele carro... aonde deitamos no banco traseiro, eu por baixo e ela por cima... nos abraçando, trocando beijos tórridos e chupadas em nossos pescoços... meu vestido já estava todo levantado, e ela me mamava os peitos como uma louca, mordendo meus mamilos, me chamando de maluca... eu gemia com a carona linda dela em meus peitos... ajudei ela a tirar a roupa dela e logo me virei por sobre o seu corpo cheiroso, gostoso e moreno de praia... aonde me debrucei entre as coxas bem torneadas dela e chupei gostoso aquela buceta tão lindamente raspadinha, cheirosa, molhada e carnuda... Noooossa, imaginem vocês uma buceta gostosa de chupar... pois é... é a buceta da minha noiva rsrsrsrs.... nossa, ela vai odiar quando ver que eu escrevi isso rsrsrsrs... mas enfim, eu tô falando a verdade ora bolas rsrssr...
Pois bem, continuando... lembro que por conta de estarmos no estacionamento, no banco traseiro daquele Pálio a nossa pegação foi deliciosamente contida e nem por isso menos empolgante, aonde nossos gemidos tiveram que ser abafados e sussurrados, pois vez e outra alguém entrava naquele estacionamento, e não queríamos que nossa foda fosse motivo de vídeo amador num site pornô qualquer,por isso a discrição de nossos sons e movimentos... mas gostoso mesmo foi quando eu, entre suas pernas, vi de baixo pra cima os peitos dela estufando, seu ventre se contraindo em espasmos e as partes internas de suas coxas latejando encostadas em minhas orelhas, diante a explosão de sentidos que um orgasmo fez seu delicioso corpo suado sentir por meio dos meus lábios e língua enfiados naquela sua buceta maravilhosa... nooosssaa adoro chupar a buceta dessa garota... adoro, adoro... de tudo o que fazemos numa transa sentir o sabor, o recheio e a maciez da buceta da minha noiva é o que mais amo provar, me enche os olhos e a boca... neste momento eu tô sentada numa escrivaninha em meu quarto, seminua, balançando as pernas, abrindo e fechando, e com a minha calcinha toda molhada diante o latejo de minha xota enquanto digito este relato e penso nesse meu prazer em particular... enfim... voltando a transa no banco do carro, eu fiquei de queixo e boca molhados, pois ela esguichou na hora do gozo... em seguida me coloquei de novo em cima dela e a beijei... ela tava agoniada, ofegante, lesada e de olhinhos semi abetos e provavelmente embaçados... Depois nos sentamos e nos vestimos... enquanto olhávamos para o estacionamento para ver se ninguém tinha nos flagrado...
E quando estávamos meio descansadas eu enfiei a mão no bolso de meu vestido, peguei as chaves do carro e joguei no colo dela a disse:
“Feliz Natal!”
Ela:
“O que?? Como assim??”
Eu:
“Tu acha mesmo que se este carro aqui fosse de alguém do prédio ele ia tá de porta destrancada??”
Ela:
“Amor, tu comprou esse carro pra mim??”
Bom... sei que vocês vão falar: ué, mas se a Nanda tem carro, pra que ela comprou mais um??” então... assim... a Nanda tem um carro sim... que o pai dela deu pra ela... não vou aqui falar a marca porque nem interessa, mas é um importado... e quem mora numa cidade como o Rio de Janeiro sabe que não é nada seguro andar por aí mostrando luxo... por mais que a pessoa trabalhe duro pra ter o que merece... pois em cada esquina e sinal tem alguém nos observando... e foi pensando na segurança dela que eu comprei dias atrás esse carro, um carro popular e deixei guardado no estacionamento do nosso prédio até o dia certo de dar a ela... Aliás, foi por isso que eu esperei ela no estacionamento, pois caso a gente subisse pro nosso apartamento logo, não faria sentido pra ela eu pedir: “Amor, vamos descer que eu quero transar dentro de uma Pálio preto no estacionamento!!” rsrsrs... enfim, tudo planejado e ainda bem que deu certo
Então, depois da surpresa feita, nós duas aí sim subimos, nos encoxando gostoso no elevador até o nosso apartamento... lembro que dentro do elevador eu pressionava ela que estava de costas na parede, com meu corpo se esfregando no dela enquanto ela me acariciava a bunda com suas mãos por trás, por baixo de meu vestido... ela dava tapas em minhas nádegas e ficava socando um dedo em meu cuzinho, já sua outra mão estava pela frente, com dois dedos atolados e socados na minha buceta...eu gemia horrores... e chegando enfim no nosso apartamento, aproveitamos a nossa saudade e tiramos nossa roupa logo ao adentrarmos e fecharmos a porta da sala... nos atracamos aos beijos, topando nos móveis, nas paredes em direção ao nosso quarto, e quando entramos, caminhando ao mesmo tempo em que nos pegávamos enlouquecidas ,caímos na cama... eu fiquei deitada de costas, de pernas erguidas, com meus pés quase encostados em minhas orelhas enquanto ela passava sua língua, subindo e descendo, enlouquecida e bem rápido do meu cuzinho até entre os lábios de minha buceta molhada e apartada pelos seus dedos, sendo que os dois dedos de sua outra mão estavam enfiados em mim e socando bem rápido... me fazendo esguichar muito diante um orgasmo que me veio fulminante... depois lembro que ela, aproveitando a minha posição, aonde eu estava de pernas erguidas na altura da minha cabeça, e de buceta estufada e gozada para o alto, ela veio por cima, sentou acocorada por sobre a minha xoxota molhada e encaixou a sua buceta na minha, apoiando suas mãos nas partes detrás de minhas coxas erguidas e começando uma deliciosa esfregação, na qual ela movimentava seu quadril pra frente e pra trás bem rápido... tanto que resultou em alguns orgasmos meus e dela... Em seguida... depois de toda essa nossa explosão feminina, ficamos apenas trocando beijos, da forma mais calma possível... E quando já estávamos bem relaxadas de todo o prazer, conversando sobre nosso dia, ela sentou e encostou na cabeceira por sobre os travesseiros que confortavam as suas costas, e eu, acolhida pelo corpo cheiroso e sedoso dela, deitada entre seus braços e pernas, com a minha cabeça aconchegada em seu ombro esquerdo... senti sua voz rouca e macia, por meio de seus lábios encostados em meu ouvido direito, cantar baixinho pra mim, em meio ao sossego de nosso quarto:
”Ainda bem
Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você...
Eu ri de sua voz desafinada... enquanto ela também riu me chamando de boba e falando: “Para, Miii, não ri, deixa eu cantar pra ti, vai?!”... me apertando entre seus braços e continuou:
Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava, eu não tava a fim
Até desacreditei
De mim...
O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão
Quem diria que a meu lado
Você iria ficar...
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim...
O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão...
Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou...
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim...
O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão
Quem diria que a meu lado
Você iria ficar...
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim...
Lembro dela parar... e mesmo não olhando pro rosto dela eu a senti chorando... mordendo sutilmente a minha orelha direita enquanto tentava controlar a emoção... Nossa, ela chorava muito... eu escutava seu fungado de nariz durante seu choro por conta de sua boca estar colada ao lado de meu rosto... e ao mesmo tempo eu acariciava seus braços ao redor de minha cintura... ela me deu dois beijos em minha cabeça por sobre meus cabelos e continuou:
O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão...
Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou...
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim...”
Não aguentei e me virei pra ela... agarrando sua carona linda com minhas duas mãos e puxando-a rumo ao meu beijo... o mais enlouquecedor e apaixonado beijo daquela noite... aonde eu tentei através deste mesmo beijo passar pra ela toda a gratidão que a minha alma sente por estar vivendo tamanho amor, um beijo que nele eu pude demonstrar pra ela que sem ela eu nada sou...
Bom... certamente alguém que estiver lendo este relato até aqui deve estar pensando: “Nossa!! Mas que coisa mais melosa!!” Ah, gente... mas é impossível não gostar de tamanho mimo... impossível não se emocionar por mais melosa que seja a declaração, pois amar é isso... é procurar sempre mimar a pessoa que amamos e também gostar de ser mimada......... Depois disso saímos da cama e fomos tomar uma ducha juntas... e quando foi as 6 e pouco ela teve que retornar, afinal ela teria que estar na ceia da casa de sua tia logo mais, junto a sua família e longe de mim... foi aí que ela se despediu, já toda arrumada e cheirosa diante a porta da sala aberta:
“Vai pra casa do teu irmão, Mi... num fica aqui sozinha não, lindona!!”
Eu:
“Eu já te falei... sou acostumada a viver só... além do mas é por um bom motivo que eu tô fazendo isso... tu sabe né??”
Ela:
“Amanhã eu vou tentar vir aqui no mesmo horário... mas o meu presente vai ficar aqui, tá bem??
Eu:
“Ok, até porque se tu chega lá agora com um carro novo todo mundo vai ver que foi presente meu”
Ela...me puxando pra junto do corpo dela enquanto me abraçava:
“Esse vai ser o pior natal da minha vida... pois eu não vou suportar passar a noite e não te desejar pessoalmente feliz natal...”
Eu, acariciando o rosto dela:
“Meu amor... eu nem me importo com droga de natal... porque pra mim o ruim é não ter mais a tua companhia como sempre eu tive... por todas as horas do dia... Fernanda, eu nunca imaginei na minha vida que existia nesse mundo um ser humano maravilhoso do teu jeito... (confesso que chorei tanto nesse momento que tremi meu queixo e me faltou a voz, eu olhava pra minha mulher ali, diante a porta aberta, pronta pra ir embora pra casa da tia dela, desejando que ela apenas ficasse em nossa casa, ao meu lado... doía tanto meu peito que foi preciso ela colocar a mão dela e massagear, e minutos depois tentando recuperar meu fôlego, eu terminei: )... menina, tu é uma benção na minha vida... foi um anjo que te pôs no meu caminho... aaaiii Fernandaaaa... eu tenho uma felicidade tão imensa e plena por merecer esse amor que tenho por ti que as vezes eu sufoco... é uma falta de ar que eu sinto, uma dor tão forte no meu peito que minha alma parece que vai deixar meu corpo e explodir em sentimentos... Nessa hora tem tanta gente preocupada no que vai dar uma pra outra... e eu só quero é ficar contigo... ( voltei a sufocar com o choro... e ela me abraçou bem forte, falando baixinho:)
“Shiiihhh... calma amor... calma... eu sou tua... eu sou toda tua...”
Nos beijamos pela última vez naquele dia 24 de Dezembro de 2012... e ela se foi... já eu fiquei de braços cruzados... de ombro direito e cabeça deitada e encostada na entrada da minha porta aberta, lágrimas escorrendo de meus olhos inchados, enquanto ela caminhava rumo ao elevador no final do corredor, deixando no ar o rastro de seu delicioso cheiro, só pra maltratar mais ainda a minha saudade que já me apertava... e quando ela entrou no elevador, se virou pra mim, me deu um lindo sorriso, mandou beijinho fazendo biquinho e acenou fechando e abrindo a mão em sinal de até logo... as portas do elevador se fecharam e esta foi a última vez que meus olhos viram a minha mulher naquele dia... naquele dia tão importante para os “cristãos” aonde eles celebram a união e a confraternização com suas pessoas amadas... naquele dia aonde as pessoas se perdoam e se mostram mais solidárias... naquele dia que eu poderia até descobrir se realmente existia esse tal de “espírito natalino”, se por acaso ou sorte a família dela, em especial o seu Pai... me permitisse estar com ela, na companhia deles... e nos aceitassem como somos... apaixonadas
Ao voltar pra dentro de meu apartamento eu fechei a porta debaixo de choro, me encostando nesta mesma porta e escorregando até me sentar... aonde chorei sem forças feito uma criança, com meu cotovelo apoiado no meu joelho e de testa encostada na palma da minha mão aberta, enquanto meus cabelos encobriam meu rosto franzido... ao mesmo tempo eu comecei a escutar a voz dela, ecoando em minha cabeça, por conta da música que minutos atrás ela havia cantado em meu ouvido...
Deu 7 horas... 8.... 9... 10... 11... e ela ligou pra mim durante todas estas horas, sempre escondida e o quanto pôde ligar... na tentativa de estar comigo mesmo que distante... enquanto eu tava na companhia de duas garrafas de vinho na geladeira e uma outra na mesinha da sala, aberta, aonde eu tomava na tentativa de apagar antes da meia noite... antes do natal chegar... pois eu não tava pronta pra escutar a voz da minha mulher me desejando feliz natal... até que as 12 horas em ponto meu celular tocou... eu me sentei no chão da varanda do apartamento, com meu celular apertado em meu ouvido, sob as explosões de cores dos fogos que clareavam o céu da praia de Niterói e de músicas natalinas que ecoavam na vizinhança, enquanto eu escutava a minha noiva falar agoniada:
“Feliz natal, meu amor... eu te desejo muito amor na tua vida... eu te amo... ( depois disso eu só escutei soluços e fungadas de seu nariz diante o seu incontrolável choro... já eu, nada falei e deitei de costas coladas no chão da varanda... e chorei muito... chorei com minha mão direita tapando meus olhos, e a outra mão empunhando o meu celular no ouvido... escutando o choro da mulher que eu amo... cheguei a ficar com o meu corpo febril tamanho o desespero que foi sentir tanto amor e vontade de estar com ela... )
Bom... o fim deste relato aqui iria ser no parágrafo anterior que vocês acabaram de ler... pois depois disso eu apaguei bonito de tanta tristeza e saudade e dormi ali mesmo no chão da varanda... só que pela manhã do dia seguinte a Nanda me ligou e me contou tudo o que aconteceu durante a ceia de natal na casa da tia dela... pois foi algo tão forte que, depois que ela me contou a cena em si, mexeu com a minha imaginação de tal forma que tive que colocar também como parte deste relato... Então... foi assim... exatamente na hora em que todos lá presente estavam na sala, reunidos em volta dos presentes, cada qual se levantando, indo até a árvore e pegando o seu para se presentearem entre si e consequentemente falando algo em homenagem a pessoa presenteada, se confraternizando... eis que na vez dela, da Nanda... ela se ajoelhou diante todos ali presentes... pegou o presente que ela havia comprado para seu Pai... e na hora dela falar alguma coisa pra ele... ela simplesmente baixou a cabeça e começou a chorar descontroladamente... e ficou ali... durante minutos intermináveis, diante o silencio e olhares de todos que a rodeavam, principalmente de seu Pai, que estava sentado de frente pra ela... a Nanda me falou que chegou a levantar o rosto dela na direção dele... e olhou pra ele de tal maneira, com uma tristeza tão grande externada em seu olhar que ele baixou a cabeça por saber claramente que aquele choro seu não era por conta do natal em si... e sim por minha causa... ela me contou que ele nem teve reação na hora de pegar das mãos dela o seu presente... apenas se levantou de seu sofá, dando um beijo na testa dela e um abraço, todo desconfortado e desconfiado com a falta de carinho que ela demonstrou a ele... depois disso ela ficou no sofá, sentada e encostada no colo da sua mãe... ela me contou que tava tão deprimida e exausta que quando foi pra cama, lá pras 3 da madrugada, só teve tempo de ligar pra mim e falar quase sem voz:
“Eu te amo, amor... dorme bem aí!!”
Porém, esta sua frase foi parar na caixa de mensagens de meu celular... pois nessa hora eu já estava dormindo... de porre e exausta de tanto chorar
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São exatamente 23 horas e 45 minutos do dia 25 de Dezembro de 2012... e estou aqui sozinha... ciente do tipo de amor que a minha mãe tem por mim... pois não recebi um telefonema dela, mas sei que ela foi pra ceia na casa da irmã dela, uma tia chata e metida que eu tenho, mas se eu sou acostumada a não escutar muito mesmo a voz de minha mãe durante o ano inteirinho, desde quando eu me assumi lês aos 19 anos... porquê eu iria querer escutar justo numa noite de natal? Já meu Pai, que também não me ligou, foi pro nordeste, visitar uns parentes... mas meu querido irmão, por parte de Pai, me ligou, me desejou feliz natal e me convidou pra ceia... mas eu não fui pois era na casa da sogra dele, e ir não faria sentido pra mim... do trabalho apenas uma colega, que nem considero amiga me ligou, já a minha chefe, que apesar de me ter como seu braço direito no escritório, é fria feito um gelo, sendo assim não perdeu seu precioso tempo ligando pra mim... umas três ex amigas de Faculdade me ligaram como sempre, enquanto todas as outras me esqueceram por conta de seus filhos e maridos... Mas enfim... contudo nenhuma dessas pessoas que me cercam tem a mesma importância que a minha noiva tem em minha vida... pois somente ela me basta para eu me sentir em paz comigo mesma...era com ela com quem eu queria estar agora e sempre... mas se nem mesmo pude estar com ela pessoalmente, ao menos nos falamos pelo celular de 20 em 20 minutos...
E estou aqui... no meu quarto, sentada de frente para o meu Note Book, pondo toda a minha dor neste site que o uso como meu diário, para que outras garotas que amam como eu amo saibam daquilo que é o mais importante em nossas vidas, e que nos fazem mulheres de verdade... que é justamente o fato de não termos medo de sermos quem somos e de amarmos incondicionalmente... por isso estou aqui na tentativa de falar pra todas que acompanham meus relatos o seguinte:
Lutem por seus amores... lutem... lutem... lutem... não descansem um só segundo... façam todo o possível para estarem com quem vocês amam, pois não existe nada mais importante que vivenciar dia a dia o prazer de poder amar a pessoa que queremos ao lado... não percam a chance de falar, de elogiar, de se declarar ao máximo, procurando as palavras mais gentis e motivadoras para que esse amor se perpetue e seja tão grandioso quanto constante... mas pra esse amor durar, é preciso de ambas as partes bom senso para saber dialogar e calar para poder aprender... pois, o amor em si muitas vezes nos tira a razão como forma de nos testar, ao mesmo tempo em que nos ensina e exige que sejamos fortes e lutadoras ... Se a vida é uma só, ou se continua em outro mundo, isso não sei... só sei que o amor muitas vezes só acontece em nossas vidas uma única vez... por isso a obrigação e necessidade de sermos felizes agora, hoje, já... então lutemos por nossos amores com unhas e dentes, mesmo que fiquemos com nossas cicatrizes expostas ... Não se acanhem... lutem... lutem... lutem por seus amores dando a cara a tapa... doa a quem doer... lutem... pois quanto mais o tempo passa mais esse amor nos cobra satisfação em relação ao que estamos fazendo para termos a pessoa que amamos ao nosso lado... e o amor pede que a gente lute pela pessoa amada e que a presenteemos com toda a nossa emoção que pudermos ofertar durante todos os dias do ano... e não somente no natal.